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Força-tarefa coloca profissionais da contabilidade no centro da orientação sobre a Reforma Tributária

Profissionais da contabilidade terão papel central na orientação das empresas e dos contribuintes durante a implementação da Reforma Tributária. Para ampliar o acesso a informações confiáveis e combater a desinformação sobre as novas regras, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), a Receita Federal do Brasil, o Sebrae e a Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon) anunciaram, nesta sexta-feira (18), uma força-tarefa que reúne ações de comunicação, capacitação e ferramentas práticas.

A iniciativa foi apresentada durante coletiva de imprensa no Ministério da Fazenda e tem, nesta primeira etapa, atenção especial às micro e pequenas empresas. A estratégia prevê a atuação conjunta das instituições para aproximar informações oficiais dos contribuintes e apoiar empresários na adaptação ao novo modelo tributário.

O presidente do CFC, Joaquim Bezerra, destacou que a parceria institucional com a Receita Federal tem como pilares o acesso à informação e a preparação da classe contábil para apoiar a sociedade durante a transição. Ele lembrou que o Brasil conta com cerca de 550 mil profissionais da contabilidade e 105 mil empresas de serviços contábeis. “A Receita Federal tem mantido uma aliança estratégica com o Conselho Federal de Contabilidade no intuito de nós promovermos cada vez mais o acesso à informação transparente, a capacitação, a formação, preparando a força-tarefa para ajudar no desenvolvimento do nosso país”, afirmou Joaquim.

Para o presidente do CFC, a Reforma Tributária deve ser compreendida para além das alterações fiscais. A mudança exigirá adaptação de sistemas, conhecimento das novas normas e análise dos impactos sobre os negócios, mas também ampliará o espaço para uma atuação estratégica da contabilidade.

“A reforma tributária não é só uma reforma fiscal do país, eu tenho defendido que é uma reforma de gestão, é uma reforma de oportunidades”, ressaltou.

Joaquim também chamou atenção para o papel atribuído ao profissional da contabilidade no processo de conformidade fiscal. Segundo o presidente, o Ato Conjunto nº 5 coloca o contador no centro desse processo, com acesso direto para exercer uma função estratégica na informação e na orientação aos clientes.

Na avaliação do presidente, a atuação profissional também deverá alcançar decisões relacionadas à gestão das empresas. Fluxo de caixa, formação de preços, margem de contribuição e competitividade passam a exigir atenção ainda maior no processo de adaptação.

“O empresário vai precisar ter uma visão maior de como lidar com o fluxo de caixa de sua empresa para torná-la mais competitiva, vai ter que pensar em como precificar melhor o seu negócio e visualizar sua margem de contribuição”, disse Joaquim.

Informação oficial e combate às fake news

O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, destacou que a atuação conjunta das entidades amplia a capacidade de levar informações confiáveis aos contribuintes. Segundo ele, os profissionais da contabilidade exercem papel fundamental nesse processo de orientação.

“Esta é a forma mais eficiente de fato de orientar o contribuinte brasileiro por meio de profissionais competentes, profissionais de contabilidade que têm feito todo esse esforço de orientação”, afirmou.

Durante a coletiva, Barreirinhas apresentou a plataforma do Programa da Reforma Tributária do Consumo, que concentra conteúdos produzidos pela Receita Federal, perguntas e respostas sobre informações falsas e boatos, orientações para 2026, cursos e ferramentas relacionadas ao novo sistema.

A plataforma também reúne recursos para escolha do regime de apuração, cálculo dos tributos sobre o consumo, apurações assistidas, simulações e acesso a calculadoras desenvolvidas pela Receita Federal, pelo Sebrae e pelo CFC.

Entre as iniciativas já disponíveis está a capacitação desenvolvida em conjunto pela Receita Federal, pelo CFC e pela Fenacon, dividida em 18 módulos. O treinamento já ultrapassou 1 milhão de acessos.

Barreirinhas reforçou a recomendação para que empresas e contribuintes recorram às fontes institucionais e aos profissionais habilitados. “Você quer informação de qualidade? Procure essa plataforma da Receita Federal, procure o site do CFC, procure o site do Sebrae, procure o site da Fenacon. Consulte o seu profissional de contabilidade e oriente-se pelos canais oficiais”, afirmou.

Pequenos negócios no foco da orientação

O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, destacou a dimensão das mudanças para os pequenos negócios e a simplificação esperada com o novo sistema. Segundo ele, esse segmento representa 95% dos CNPJs brasileiros.

A Fenacon, representada pelo vice-presidente Diogo Chamun, abordou os impactos para o setor de serviços e a necessidade de análise das alternativas previstas durante a transição. Chamun chamou atenção para a importância das simulações e da avaliação das relações entre clientes e fornecedores antes das decisões empresariais.

Confiança no profissional da contabilidade

O protagonismo da classe contábil também ganhou destaque durante as perguntas da imprensa. Joaquim Bezerra ressaltou a responsabilidade que acompanha a fé pública atribuída à profissão e a relevância da informação contábil para a sociedade. “Nós estamos falando aqui de fé pública, e o profissional da contabilidade tem a fé pública. A informação contábil é uma informação confiável para elevar a confiança pública do nosso país”, afirmou.

Na sequência, Barreirinhas reforçou a confiança da administração tributária na atuação do contador. “A Receita Federal vai confiar no trabalho do contador. Estamos passando a focar a relação no bom contribuinte”, declarou.

Participou ainda da coletiva a secretária Especial Adjunta da Receita Federal do Brasil, Adriana Gomes Rêgo.


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